terça-feira, 1 de novembro de 2011

Existe algum sentido para isso tudo?


Dentro do ônibus desconfortável e lendo o capítulo "O abismo" do livro de Pondé, refleti mais uma vez sobre o abismo de sentido que a humanidade vive, sobre a busca por fantasmas que sempre mudam, sobre a vontade de se agarrar a algo que não trás firmeza a ninguém, sobre buscar a centralidade da vida em: pessoas, relacionamentos, emprego, políticas salvadoras, ou qualquer coisa que seja tangível.
Numa conversa com amigos, eu disse que todos buscam um sentido na vida, alguns confessaram que buscam preencher essa lacuna com pessoas, com estudos, com bebidas ou festas, até com a política. Então, inventam um personagem e se escondem atras dele. O clima ficou tenso quando propus "Deus" e que tudo isso poderia ser ausência dele rs! finalizo aqui, não quero resolver nenhum problema existencial de ninguém. Um analista disse sobre o filósofo existencialista Kafka:

"ele não teoriza um futuro utópico para a humanidade (tentando entender o sentido da existência e pra onde estamos indo). Na melhor das hipóteses, Kafka não tem motivações políticas (marxismo ou que queiram rs) ou filosóficas e apenas pretende refletir o que viu da natureza humana (abismo, natureza caída ou o que queiram rs). Na pior das hipóteses, Kafka acredita que a humanidade é descendente em um abismo de alienação."

Agora termino de verdade rs, muitos acreditam que o sentido da humanidade é o progresso social, político, científico, que podemos construir isso pelas mãos do homem, esse seria o sentido proposto para a vida, ou até ter uma pessoa ideal ao seu lado, ou pode ser essa busca desenfreada por uma felicidade que não chega, contudo, Pondé afirma:

"Os descendentes de Kant, Rousseau e Marx abrem mão do sentido da vida dado pela religião, entrementes, colocam no lugar a crença no homem e no sentido que o mesmo dá com o uso de sua razão para definir a existência e o sentido. Um trágico como eu, não crê em nenhuma das duas (religião ou teorias), mas tendo a valorizar as crenças religiosas como hábitos validos em alguma medida, isso devido ao mistério que as religiões tem."








quarta-feira, 26 de outubro de 2011


Mulheres insensíveis?

Nos dias de hoje onde o pós modernismo predomina, e que há uma certa visão de masculinizar as mulheres deixando-as insensíveis e independentes na busca por seus sonhos, Pondé citando Philip Roth no livro Animal agonizante, traz uma opinião sobre a emancipação feminina, sintetizando muito bem tudo isso da seguinte forma:

"As mulheres não sendo mais frágeis, não necessitando dos cuidados masculinos e livres de uma sociedade que lhes impedia de crescer, seriam abandonadas pelos homens a sua própria sorte de "mulheres solitárias livres", as quais cansariam de si mesmas e de sua miséria existencial."

Observando através dessa ótica, os homens que buscam a mulher sensível, com todas as suas ordens rotineiras sobre: qual casa compraríamos, qual roupa que devemos vestir e nas afirmações de que somos homens vencedores ou não na sociedade (já que sabemos que são elas que determinam essas ideias na nossa mente), ficaríamos também solitários em nossa procura, pois em tese, os perfis femininos antigos são raros, sobraria apenas a vantagem de deixar a mulher a própria sorte, "elas não precisam mais da gente" rs. Contudo, sabemos que muitos de nós não teríamos essa coragem rs! resta então as perguntas: Essa sociedade atual vai gerar que tipo de consequência na vida da família tradicional? Esse modelo atual não testado vai se sobressair do modelo patriarcal que na modernidade até respeitava os direitos femininos? Por que não submeter esse novo contexto ao modelo cristão que visa uma harmonização do lar nas relações familiares? é de se pensar.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pondé e a incapacidade humana para virtude


No Capítulo 7 "O gosto da culpa" do livro: Contra um mundo melhor do Filósofo Luiz Felipe Pondé, mostra a opinião de um pensador num mundo pós moderno sem sentido, sem hábitos e costumes universais, onde fragmentamos tudo e não explicamos nada, onde o eterno é materializado num agora, tudo isso para uma felicidade falsa e alienada num mar de solidão existencial com as mazelas da natureza humana. vejamos o trecho:

"A culpa me encanta. Dependemos da graça para sermos virtuosos (ele cita Agostinho). depois ele continua: Nossa natureza vaidosa e orgulhosa, por si mesma nunca sairá do seu pântano pessoal. A natureza humana é um tormento e isso descreve bem a vida. Muitos acham essa visão ultrapassada, mas sinto um prazer todo especial em ser ultrapassado num mundo superficial como o nosso. Sou submetido ao desejo, sou fraco, leio e escrevo como forma de combater a solidão do mal que me habita. Minha letra me ajuda a saber o que sou: um escravo do gosto."

Isso cheira a Agostinho, Calvino e outros que creem na natureza caída e da escravidão da vontade rs.

sábado, 27 de agosto de 2011

Curto espaço de análise sob lentes Leigas


Nunca podemos fazer a análise de um assunto sem entender todo seu contexto, mas também temos que compreender que ninguém é capaz de ver o quadro por completo, por mais sábio que se seja. Por isso como leigo quero expressar uma breve fala sobre os assuntos dados na aula de História sob lentes leigas, assim me considero. Então vamos em frente.
Sabemos que de início, na mesopotâmia surgiu todas as nações e que dali saiu Abraão que foi o precursor das três maiores religiões da humanidade: Judaísmo, Islamismo e Cristianismo. Foi de lá que os historiadores "liberais", (assim me refiro "liberais" sob a afirmação da Igreja), entenderam que foi fundada numa concha de retalhos de mitologias, as religiões que citei acima, todas elas na visão deles, são de uma mesma compreensão e se intitulam como entregues sob revelação dos profetas ou do Espírito, ou seja, pensam que elas são do imaginário humano devido as suas semelhanças com os mitos sumerianos, babilônicos e outros. Os liberais expressam sua visão aparentemente lógica de que somos inventores da cultura religiosa, que Israel não passa de mais uma nação com seu credo e revelação inspirada, diante de um enorme número de outras nações com suas revelações. Essa é uma suposição que não tem firmeza diante do cumprimento das profecias sobre a vinda de Cristo dita pelos Profetas Israelitas. Sabemos que Cristo veio e que inúmeros historiadores falaram dele, um exemplo é Josefo. Também sabemos que Cristo apareceu ressurreto a 500 pessoas, e essas pessoas relataram que o viram, isso é expresso nas escrituras, não se pode duvidar de um manuscrito comprovado, e nem julga-lo sob o prima da ciência, pois um fato histórico não pode ser analisado num laboratório, não pode ser repetido, o fato tem que ser analisado pela manuscritologia, arqueologia, contexto histórico, testemunhas e etc. As pessoas que viram o Cristo confirmaram sua existência e ressurreição, pois a carta de Paulo foi escrita quando muitos deles estavam vivos e lúcidos, a não ser que 500 pessoas estejam sob enfeito de narcóticos, ou que Paulo também tenha cometido um ato insano deixando sua cidadania Romana, seu conforto de Judeu no sinédrio, sua autoridade de perseguir cristãos, para seguir uma falácia não comprovada, querendo ser perseguido, depois martirizado. Realmente seria muita ignorância dele.
Assim, podemos dizer que a fé de crer numa inspiração bíblica, nas profecias e em um Cristo que salva, não é algo irracional e desprovido de sanidade, sim de um ato de fé racional e lógico, como expressei no texto. A não ser que se utilizem do argumento que a fé não pode ser explicada pela razão. Certo, mas eu pergunto: dizer que a fé não pode ser explicada pela razão, não é uma tentativa de explica-la racionalmente e de defini-la logicamente? esse é um argumento auto-refutável, logo, não válido.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Respeito no Caldeirão Cultural


Estive pensando num tema que é bem complexo de se falar e de se cumprir. O assunto é a tolerância e o respeito sob o pano de fundo Cultural atual. Esse tema é bem abordado hoje em dia e não pretendo aqui fazer uma análise exaustiva do mesmo, mas podemos começar falando sobre a cultura, que é algo preponderante do ser humano: o ato de criar, de ter normas, conceitos, de formar uma sociedade e etc.
O conceito de Cultura é algo visto na história de todo o mundo conhecido. Podemos citar o Apóstolo Paulo que na carta aos Romanos afirmou que os fortes deveriam suportar e respeitar os que tinham uma cultura de comer legumes e se abstinham da carne (não comiam), também falou sobre a tolerância aos que guardavam dias e etc, tudo isso para não haver brigas e contendas entre as pessoas. Outro exemplo anterior foi Alexandre o Grande que tinha a visão do Helenismo, onde todas as culturas de outros povos deveriam conviver em harmonia no mesmo espaço, ele trouxe até alguns dos líderes conquistados para a estrutura de governo de seu império, querendo assim, criar um grande estado multiétnico (Com vários povos). Antes de Alexandre havia ainda Ciro Rei da Pérsia, que serviu de inspiração ao próprio Alexandre, onde ao estabelecer seu governo em outros povos, não exterminava a cultura do povo, até colocando os derrotados em cargos administrativos, convencendo os povos de que era melhor estar em baixo dos Persas do que contra eles, ou independentes. Ciro deixava que eles continuassem seu legado na religião, chegando até a libertar os judeus quando conquistou a Babilônia, tal era a sua generosidade. Relatei tudo isso para mostrar que também hoje, vivemos num caldeirão cultural onde existe desde a música elitizada até a da camada mais pobre, onde se mostram um leque de várias religiões e doutrinas, que devem ser respeitadas, mesmo cada um tendo a sua.
Observei isso a tempos atrás e vim ponderando esse assunto na caminhada com um amigo chamado Luan, vinhamos conversando sobre a cultura e durante o trajeto pudemos experimentar essa multiculturalidade, pois na faculdade existem grandes amigos nossos que são ateus, mas que convivem conosco com muita harmonia. No ônibus que vinhamos também observamos um jovem escutando uma espécie de funk meio Pernambucano, e ao descer vi uma igreja evangélica que uma mulher estava de pé meio que profetizando num desces cultos de oração, algo que para outras igrejas soa até Herético, ou erro. Que loucura rs, são muitos contrastes num lugar só. Em suma, acho engraçado como queremos impor nossos conceitos e cultura aos outros, nosso gosto musical, nossa roupa, nosso modo de pensar e etc, falo de impor como algo errado, pois creio que devemos expor o que cremos. Muitos acham que sua verdade é melhor que a de todos, e desrespeitam qualquer um, não estou querendo pregar aqui um relativismo, pois acredito que a verdade é una, ou seja, uma só e que existe a verdade verdadeira rs, como falei a uma Professora de sociologia. Contudo, quero que não abandonemos nossos conceitos, a não ser que eles se mostrem equivocados, devemos buscar o equilíbrio como Paulo, Alexandre, Ciro e não um radicalismo louco, onde fechamos nossos ouvidos para qualquer conceito. Tudo deve ser analisado e retido o que é bom, sem que negociemos os pontos principais da nossa crença ou doutrina. O caldeirão cultural é bonito de se ver, porque todos se acham certos e trazem sua carga de ensino da vida e dos livros. No fim, veremos quem tem razão rs, e até lá, devemos nos respeitar e conviver.

domingo, 31 de julho de 2011

O outro lado de uma verdade mentirosa!

        caros leitores, é bem verdade que muitos de vocês ( inclusive eu) não tenhamos idade suficiente para recordar fatos importantes na formação da atual república brasileira. Entretanto, nós contamos com a “História” para, de fato, sabermos o que aconteceu. Muitos são os formadores de opinião, porém devemos nos perguntar qual foi o passado daquele formador de opinião. Será que ele não se figurou dentro desse passado, acarretando na formação de pressupostos tendenciosos? Muitas vezes, “SIM”. Vemos constantemente a mídia representar a ditadura militar brasileira  ou contra revolução, como se fosse um massacre contra indefesos e contra a democracia. Não foi bem assim. A esquerda foi responsável por vários atentados terroristas, ceifando a vida de vários inocentes. E outra fato importante, a esquerda não lutava por democracia, mas sim por uma nova ditadura, só que desta feita uma ditadura comunista. O pior é ver os que praticaram esses atentados lutarem por direitos humanos, um grande paradoxo! Segue a baixo, o texto completo sobre alguns desses atentados. 

25/07 - 45 anos do atentado a Guararapes, o início da luta armada

  
 General Sylvio Ferreira da Silva
 Tratamento dos ferimentos de
 25/07/1966 a 10/07/1967.
  Sequelas até os dias de hoje.
25/07/1966
Matéria pesquisada  e editada pelo site 
www.averdadesufocada.com
A Contra-Revolução completava dois anos. Solenidades eram realizadas em todos os rincões do País.
Em Recife, desde oito horas desse 31/03/1966, o povo se deslocava para o Parque Treze de Maio para o início das comemorações. Milhares de pessoas estavam reunidas naquele parque quando, às 8h47, foram surpreendidas por uma violenta explosão, seguida de espessa nuvem de fumaça que envolveu o prédio dos Correios e Telégrafos de Recife.
Quando a fumaça desapareceu, o povo, atônito, viu os estragos. Manchas negras e buracos nas paredes, a vidraça no sexto andar estilhaçada. A curiosidade era geral.
 
O povo não imaginava que esse seria o primeiro ato terrorista na capital pernambucana.
Ao mesmo tempo, outra bomba explodia na residência do

  
 Ten Cel Syilvio  na fase final do
 tratamento.
comandante do IV Exército.
Ainda naquele dia, outra bomba, que falhara, foi encontrada em um vaso de flores da Câmara Municipal de Recife, onde havia sido realizada uma sessão solene em comemoração ao segundo aniversário da Contra-Revolução.
Cinqüenta dias após, em vinte de maio, foram arremessados dois coquetéis “molotov” e uma banana de dinamite contra os portões da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Por sorte, até então, os terroristas não haviam provocado vítimas.
No entanto, antes de completarem quatro meses da explosão da primeira bomba,no dia 25 de julho,  Recife foi teatro do mais revoltante ato de terror. Bombas de alto terror explosivo , colocadas no Aeroporto de Guararapes, na União dos Estudantes de Pernambuco e na sede da USAID, demonstravam que havia um plano organizado , para desestabilizar a tranquilidade aparente que antecipava a chegada do Marechal Costa e Silva que, em campanha para presidente da República, visitava as capitais do Nordeste.  Vinha de João Pessoa e deveria chegar ao Aeroporto Guararapes, onde cerca de 300 pessoas , entre autoridades, povo e crianças esperavam para saudar o candidato a substituir o Marechal Castelo Branco.
As autoridades estavam preocupadas com  os movimentos que se opunham à contrarrevoluçâo  que, inicialmente, se limitavam`a arruaças de estudantes e operários, infiltrados por doutrinadores comunistas. A preocupação crescia, pois pouco a pouco aumentavam os assaltos de grande vulto em bancos e carros pagadores. Mesmo assim, não imaginavam que esses movimentos assumiriam consequêncais mais sérias como as que estavam prestes a abalar o país.
O terrorismo assumiria proporções que não inimagináveis, pois essas atitudes não estavam na índole do povo brasileiro  O povo brasileiro jamais adotara práticas  semelhantes. Mas, esses atos de terror vieram abalar a tranqüilidade de Recife, e não tinham as mesmas intenções dos anteriores que não provocaram vítimas.
 Desta vez os terroristas  se esmeraram. Esperavam atingir uma grande quantidade de pessoas. A justificativa para essas ações era protestar contra a visita a Recife do marechal Costa e Silva, candidato da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) à Presidência da República. O alvo principal era o próprio Costa e Silva e sua comitiva.
No dia marcado para a chegada do candidato, 25 de julho de 1966, explode a primeira bomba na União
 dos Estudantes de Pernambuco, ferindo com escoriações e queimaduras, no rosto e nas mãos, o civil José Leite.
A segunda bomba, detonada nos escritórios do Serviço de Informações dos Estados Unidos, causou apenas danos materiais.
A terceira, mais potente, preparada para vitimar o marechal Costa e Silva, atingiu um grande número de pessoas. Ela foi colocada no saguão do Aeroporto de Guararapes, onde a comitiva do candidato seria recebida por trezentas pessoas.

  
  Sebastião Thomaz de Aquino - "Paraíba'
  no hospital  e seu filho
Por sorte, eram 8h30 quando os alto-falantes anunciaram que, em virtude de pane no avião que traria o marechal, ele estava se deslocando por via terrestre, de João Pessoa até Recife, indo diretamente para o prédio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Com o anúncio, as consequências do atentado não foram mais trágicas porque muitas pessoas se dirigiram para os locais por onde o candidato passaria.

O guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino, o “Paraíba”, que fora um grande jogador de futebol do Santa Cruz, viu uma maleta escura junto à livraria Sodiler. Pensando que alguém a esquecera, pegou-a para entregá-la no balcão do Departamento de Aviação Civil (DAC).
Ocorreu no momento uma grande explosão. A seguir pânico, gemidos e dor. Mais um ato terrorista acabara de acontecer, com um saldo de quinze vítimas.
Morreu o jornalista Edson Régis de Carvalho, casado e pai de cinco filhos. Teve seu abdômen dilacerado.
Também faleceu o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes, com o crânio esfacelado, deixando viúva e um filho menor.
“Paraíba” foi atingido no frontal, no maxilar, na perna esquerda e na coxa direita com exposição óssea, o que resultou na amputação da perna direita.
O tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva, hoje general, sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda, lesões graves na coxa esquerda e queimaduras de primeiro e segundo graus. Hoje, 45 anos depois, ainda sofre com as seqüelas provocadas. Ficaram gravemente feridos o inspetor de polícia Haroldo Collares da Cunha Barreto e Antônio Pedro Morais da Cunha; os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro; os estudantes José Oliveira Silvestre e Amaro Duarte Dias; a professora Anita Ferreira de Carvalho; a comerciária Idalina  Maia; o guarda-civil José Severino Barreto; além de Eunice Gomes de Barros e seu filho, Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade.
  
   "Paraiba', relembra com saudades seu
    tempo de jogador de futebol

O acaso, transferindo o local da chegada de Costa e Silva, evitou que a tragédia fosse maior. Já não se podia duvidar do que estava  acontecendo.  Os métodos empregados, as bombas de alto teor mortífero, a maneira como o plano estava sendo executado  indicavam que  Recife fora escolhido por agitadores treinados para  iníciar as açoes mais sinistras  O povo brasileiro se viu tomado de pavor ao ver introduzido no nosso país  um processo que vinha de fora, com cruel requinte de perversidade.  Era o começo de um plano bem urdido,  com ameaça de intimidação . O terrorismo já estava em marcha.
Este sinistro atentado é considerado como o início da luta armada.
A reação inicial da policia não impediu que outros atos terroristas se repetissem - "justiçamentos," sequestros, ataques a viaturas militares e roubo de armas em quartéis, assassinatos de militares estrangeiros e de pessoas inocentes, atentado a bomba no quartel do II Exército em São Paulo.
As autoridades que tentaram acabar com anarquia do governo João Goulart , tiveram que  adotar reações mais drásticas para tentar impedir o crescimento de atos como esse Mas, custou caro, a reação foi de acordo com a violência das ações . Vidas foram perdidas dos dois lados. 
Durante muito tempo, a esquerda escondeu, enquanto pôde, a autoria desse atentado, chegando a afirmar que teria sido feito pela direita para tentar incriminá-la. Técnica antiga muito usada, até os dias de hoje

  
 Alm Nelson Gomes Fernandes, morreu no local
As autoridades, atônitas, procuravam os autores desses atentados. Não obtinham nenhuma resposta. Não tínhamos, até então, nenhum órgão para combater com eficiência o terrorismo.
Foi um comunista, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), que teve a hombridade de denunciar esse crime: Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas - edição revista e ampliada - Editora Ática - 1998, escreve sobre o assunto:
“Membro da comissão militar e dirigente nacional da AP, Alípio de Freitas encontrava-se em Recife em meados de 1966, quando se anunciou a visita do general Costa e Silva, em campanha farsesca de candidato presidencial pelo partido governista Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Por conta própria Alípio decidiu promover uma aplicação realista dos ensinamentos sobre a técnica de atentados.”
“Em entrevista concedida a Sérgio Buarque de Gusmão e editada pelo Jornal da República, logo depois  da anistia de 1979, Jair Ferreira de Sá revelou a autoria do atentado do Aeroporto de Guararapes por militantes da AP.
Entrevista posterior, ao semanário Em Tempo, referiu-se a Raimundinho como um dos participantes da ação. Certamente, trata-se de Raimundo Gonçalves Figueiredo, que se transferiu para a VAR-Palmares (onde usava o nome de guerra Chico) e morreu, a vinte sete de abril de 1971, num tiroteio com policiais do Recife.”
Fica, portanto, esclarecida a autoria do atentado ao Aeroporto de Guararapes:
· Organização responsável: Ação Popular (AP);
· Mentor intelectual: ex-padre Alípio de Freitas - que já atuava nas Ligas Camponesas -, membro da comissão militar e dirigente nacional da AP;

  
  Feridos graves  atendidos no local. O jornalista
 
Edson Régis, faleceu ao dar entrada no hospital
· Executor: Raimundo Gonçalves Figueiredo, militante da AP.
Observação:
- Em 25/12/2004, Cláudio Humberto, em sua coluna, no Jornal de Brasília, publicou a concessão da indenização fixada pela Comissão de Anistia, que beneficia o ex-padre Alípio de Freitas, hoje residente em Lisboa. Ele terá direito a R$ 1,09 milhão.
- Raymundo Negrão Torres, em seu livro O Fascínio dos Anos de Chumbo, Editora do Chain, página 85, escreve o seguinte:
“Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas promovidas por Gorender, foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, codinome Chico, que viria, mais tarde a ser morto pela polícia de Recife em 27 de abril de 1971, já como integrante da VAR-Palmares e utilizando o nome falso de José Francisco Severo Ferreira, com o qual foi autopsiado e enterrado. Esse terrorista é um dos radicais que hoje são apontados como tendo agido em defesa da democracia e cujos “feitos” estão sendo recompensados pelo governo, às custas do contribuinte brasileiro, com indenizações e aposentadorias que poucos trabalhadores recebem, recompensa obtida graças ao trabalho faccioso e revanchista da Comissão de Mortos e Desaparecidos, instituída pela lei nº 9.140, de 4 de dezembro de 1995. É um dos nomes glorificados no livro Dos filhos desse solo, página 443, editado com dinheiro dos trabalhadores e no qual Nilmário Miranda, ex-militante da POLOP e secretário nacional dos Direitos Humanos do governo Lula, faz a apologia do terrorismo e da luta armada, através do resultado dos trabalhos da tal comissão, da qual foi o principal mentor.”
Raimundo Gonçalves Figueiredo é nome de uma rua em Belo Horizonte/MG e sua família também foi indenizada.
Permitida a divulgação desde que seja mantida a fonte: 
www.averdadesufocada.com 

sábado, 23 de julho de 2011

A indústria da mentira!

    Infelizmente a sociedade brasileira vem perdendo o dom da revolta contra ações que são passíveis de revolta em qualquer país. Estamos nos tornando uma sociedade acomodada e acostumada a atitudes hediondas. Acompanhamos no Brasil a formação de uma indústria de corrupção que está no poder e que dificilmente sairá deste poder. Essa indústria produz através de uma grande quantidade de mentiras, a ideia que  o Brasil vem se tornando uma potência mundial. E como de fato é uma indústria, essas mentiras são passadas através de uma gama de formadores de opinião que se beneficiam, ou melhor, que são funcionários dessa indústria.
    
     Mas o que caracteriza uma país como sendo uma potência mundial? Creio que seja um estado onde no mínimo há segurança, saúde e educação de qualidade. No Brasil isso não existe! Existe uma rede de corrupção que beneficia políticos, empresários, e até advogados. Temos hoje, em nosso país, cerca de 15 escritórios de advogacia que são exclusivos para casos de corrupção e cobram fortunas na defesa dos casos. Ou seja, advogados hipócritas e cúmplices. Porém, muitas vezes não se faz necessário a ultilização desses escritórios, tendo em vista o arquivamento de vários casos, como por exemplo o caso Palocci. Isso acontece pelo fato de chefes de orgãos que são responsáveis por investigar, serem de partido políticos dos suspeitos. É o caso do ministro da justiça José Eduardo Cardozo, que pertence ao partido dos trabalhadores que por sua vez está envolvido em vários escândalos de corrupção. O pior nisso tudo é ver a sociedade, em sua grande maioria, defender ou se ausentar desse processo.

     Temo que o Brasil esteja perdendo a grande chance de crescer social e intelectualmente por conta da vaidade de alguns políticos e de  partidos que desviam milhões e milhões de dinheiros públicos. Essa indústria acomodou as classes inferiores com bolsa família e se deleita com bolsa Miami e bolsa impunidade. O Brasil desenvolve economicamente mas não cresce socialmente!